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Lucia conta sua histria desde a adolescncia revelando sua paixo por Giacomo Casanova, um de seus amantes. Entre dados histricos e ficcionais, Japin constri esta personagem com uma deformidade na face atribuda varola e em idade adulta fugindo para Amsterd, torna-se prostituta, passando a usar vu sobre o rosto, com os olhos s vistas. Entrei nas torturas e tomada pela febre, escolhi a nica sada que podia vislumbrar... desisti do meu corpo (4) ... tive coragem de abandonar minha fortaleza nas nuvens e retornar s runas do meu corpo (5)..Estava tudo em carne viva(6). O corpo a partir dos trs registros: Imaginrio, Simblico e Real, corresponde respectivamente ao corpo como imagem, ao corpo marcado pelo significante e ao corpo como gozo. O trecho supracitado remete ao corpo erogeneizado, momento esse que parece ir para alm do corpo biolgico. Algo fica vivificado pelo simblico no que tange ao uso da palavra do sujeito, ou seja, como significante dizendo mais do que queria ou sabia dizer. Por isso ser preciso que o corpo esteja vivo para que goze. Minhas precaues salvaram meu corpo do pior... O pingente... Pude me ver atravs dos olhos de Santa Lucia (7)). Sentei-me e observei, obcecada, minha imagem... Hipnotizada por meu prprio reflexo )... ainda tenho dificuldade em descrever a devastao que o espelho me revelou. Basta dizer que no reconheci a mim mesma.... meu rosto, porm, fora destrudo por uma convergncia de cicatrizes (8). Nos anos 50, Lacan articula o estdio do espelho a partir do Simblico, assim ento representado pelo Outro, no qual o sujeito se jubila como seu objeto de desejo e ao mesmo tempo h a possibilidade de escapar-lhe. Nos anos 60, Lacan vai articular ao Real e introduzir o olhar como objeto a no lugar do Outro. Neste sentido algo subtrado, algo que no se v. O Olhar como objeto a parece apreender algo inapreensvel, cai fora. Nesta citao, poderamos dizer que horrorizar-se seria um correlato de perda de autenticao e perda de reconhecimento da imagem como sujeito? Parece-nos que frente ao horror o sujeito reenviado a um lugar do encontro com a falta e o medo que surge est associado angstia de castrao, assim, a convergncia de cicatrizes poderiam ser o alvo deslocado dessa ameaa. Nunca com os prprios olhos que se v, mas com o do outro. E o rosto de Lucia estaria sendo olhado, devastado por quem? Por aquele que vigia e critica, o supereu, fazendo-a um ser visto. E claro, Lucia na condio de demandante de olhar. Podemos pensar que o espanto, o imprevisto, o inesperado de algum modo foi norteado pela fala permitindo tornar-se um corpo significantizado, ento, falante. No apenas isto. Freud ao referir o olho, enquanto libido, o considera como zona ergena, como sendo capaz de ao ver, tocar, erogeneizando o corpo. Antonio Quinet, acentua que o olho comandado pela funo hptica, funo que possui a propriedade do tocar (9) ...seja para sentir o contato do corpo do outro, seja para arrancar o vu que esconde a nudez(10). Num dia qualquer, decidi usar o vu. O efeito sobre os homens notvel. (11). Encobrindo-me, descobri uma liberdade que s havia conhecido na infncia. Se os outros no me viam, eu tambm j no sentia necessidade de me olhar (12). Fosse como fosse, escondida sob o vu, em meio ao bem-estar inebriante de reencontrar uma imagem de mim que julgava perdida, de ser vista quase como menina que eu havia sido (13). Para Lucia o efeito do vu recai sobre os homens e na ignorncia do efeito sobre si, descobre uma ...liberdade.... Para Lacan o vu o dolo da ausncia (14) e passa a ter um valor sobre o que a ausncia insiste revelar. Deixar mostra os olhos pode ser comparado mascara que possui os furos para os olhos, permitindo que o sujeito se sinta olhado, mesmo quando no o (15). O vu de Lucia poderia tambm ter valor de pudor e de vergonha tanto no que se trata deformidade fsica quanto prostituio. Quinet cita o vu do pudor com a funo de esconder, velando e desvelando a falta flica e o vu da vergonha, a de denunciar. Para Lucia no bastar o pudor natural, porta um vu como artifcio, e com os olhos desnudos parece destacar-se em cena minimizando o enrubescimento, aquele que estampa o corpo; e a vergonha, o vu a evitaria? Parece que no, a vergonha rasga o vu para exibir, pois o sujeito no est apenas sob a viglia do supereu, mas forado a mostrar-se, como no imperativo do gozo escpico: Goze! Mostre! Poderamos ento dizer que o vu tapeia o olho brilhando o olhar como galma, como objeto a. Desde muitos anos eu me habituara a me ver nos olhos dos outros. O olhar alheio fornecia-me a chave daquilo que eu era (16). O elemento estranho se tornara familiar (17). Muito do conhecimento que temos sobre ns mesmos, extramos do olhar dos outros(18). Quando algum me olhava pelas ruas, via em primeiro plano a minha deformidade; depois, a mim (19). Mais recortes literrios que impressionam ao discorrerem pela linguagem psicanaltica fazendo aluso desapercebida ao amor. Lembremos Lacan que se refere ao vu como o que melhor pode ilustrar o fundamental do amor, acentuando que aquilo que est mais alm, como falta, tende a se realizar como imagem(20). A chamada iluso fundamental, essencial e constituinte na relao com o objeto. Recortes que tambm remetem constituio do sujeito e ao campo visual naquilo que fundamenta o prvio, a preexistncia de um olhar. Olhar prvio que visa, que mira o sujeito. Olhar nada mais que pulsional, inapreensvel. Olhar que olha e olhado, que antes de olhar as coisas, estas j o olhavam, num ponto em se confundem. Segundo Merleau-Ponty, o vidente e o visvel se correspondem e no se sabe mais quem v e quem visto(21). ....ocasies em que agradaria a homens que me enojavam(22).Dei prazer a eles ...dar-me a sensao , ainda que por breve momento, de que eu era bela e desejvel.. (23). Damas... portavam vus apenas para ir ao teatro ou durante um baile) ...descobri que para mim era mais fcil andar pelas ruas como prostituta do que como dama (24) ...uma boa prostituta pode ser til a nove entre dez clientes(25). O corpo que consegue percorrer inicialmente as ruas com as cicatrizes s vistas, parece necessitar de invlucro sobre as mesmas para esconder aquilo que mais insiste em aparecer. O que se faz surgir ou o que acompanha o vu? O olhar. Exalando brilho e num mistrio provocando a fantasia do outro, fazendo-se desejvel. A prostituio seria uma forma alternativa de reconhecimento do corpo por um caminho feminilidade, em que ser paga a entregar-se pelo corpo, perder-se. Como aponta Eliana Calligaris; Curioso, alis, que justamente a prostituta seja chamada de mulher perdida (26). Perder-se procura de um olhar fora do incesto, longe da culpa desse corpo estar sendo possudo pelo desejo. Perder-se para ser de todos, para ter todos, numa multiplicidade emanada pelo desejo masculino. Na iluso de recuperar atravs de um olhar a condio de um todo, para no se esfacelar. Iluso que provoca o ofertar-se. Dama versus puta. Na condio de ser Dama estaria o amor do pai aprisionando-a, impedindo-a de entregar-se aos homens. Na condio de puta estaria a traio ao pai, podendo livrar-se, mesmo que ilusoriamente, daquilo que a encobre. Pensar sobre tais posies retomar a passagem pela fantasia de prostituio necessria erotizao do corpo da mulher. Para tornar-se mulher preciso um certo olhar do pai para alcanar o ruptura com a me. Se desde sempre o corpo feminino perdeu algo, s alcanar a erotizao a partir da falta e quem faz borda a esta, o prprio corpo. Ento, ... necessrio que o olhar desejante se conjugue com o olhar amoroso para que a ordem da significao, para uma mulher, no seja perdida... necessrio sentir-se amada para entregar-se ...se h um amor que deve poder sustentar a entrega sexual, inevitavelmente o amor do pai (27). Os Olhos de Lucia um drama no qual se destacam passagens que permitem uma construo conceitual sobre o narcisismo feminino, a posio feminina flica com seu deslocamento de rgo faltante e investimento em todo o corpo. Lucia lana mo de um vu e de uma vida prostituda, falseando a falta, na tentativa de fazer-se desejvel. No horror, na contemplao de um objeto estranho levada a discenir que estaria no olhar do outro a chave do que era. Similar referncia lacaniana sobre o amor, O que amado num ser est para alm daquilo que ele , a saber ... o que lhe falta (28), deixo mais um fragmento da fala de Lucia: Narro minha vida para que voc a conhea desde o incio,... somos infelizes porque pensamos que precisamos ter o amor de algum. No ter, mas dar. Assim, extramos triunfo da derrota. Foi o que me ensinou a minha imperfeio (29). Por Socorro Soares Psicanalista de Interseco Psicanaltica do Brasil Para Simpsio/ Colquio Corpo e Sintoma Julho - 2008 NOTAS (1) Arthur Japin, Os olhos de Lucia, p.133. (2) Idem p.134. (3) Arthur Japin,Ttulo original: Een Schitterend Gebrek (Uma brilhante imperfeio). (4) Arthur Japin, Os olhos de Lucia, p. 113. (5) Idem p. 114. (6) Idem p. 118. (7) Idem p. 116. (8) Idem p. 117. (9) Antonio Quinet, Um olhar a mais, p.74. (10) Idem p.75. (11) Arthur Japin,Os olhos de Lucia, p.20. (12) Idem p.21. (13) Idem p.238. (14) Jacques Lacan, O Seminrio, livro 4, p. 157. (15) Antonio Quinet, Um olhar a mais, Nota 27 , Cap.7, p. 300. (16) Arthur Japin,Os Olhos de Lucia, p.21. (17) Idem p.132. (18) Idem p.109. (19) Idem p.195. (20) Jacques Lacan, O Seminrio, livro 4, p.157. (21) Antonio Quinet, Um olhar a mais, p.40/ Nota 22, Cap.2, p.293. (22) Arthur Japin, Os olhos de Lucia, p.121. (23) Idem p.122. (24) Idem p.232/233. (25) Idem p.235/236. (26) Eliana Calligaris, Prostituio : O Eterno Feminino, p.19. (27) Idem p.19. (28) Jacques Lacan, O Seminrio, livro 4, p.144. (29) Arthur Japin, Os olhos de Lucia, p.262. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS Assoun, Paul-Laurent: O olhar e a voz. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 1999. Calligaris, Eliana: Prostituio: O Eterno Feminino. So Paulo: Escuta, 2006. Japin, Arthur: Os olhos de Lucia. So Paulo: Companhia das Letras, 2007. Lacan, Jacques: O Seminrio, livro 4, A relao de objeto. Rio de Janeiro: J. Zahar,1995. Lacan, Jacques: O Seminrio, livro 11, Os quatro conceitos fundamentais da psicanlise. Rio de Janeiro: J. Zahar,1998. Lacan, Jacques: O Seminrio, livro 20, Mais, ainda.Rio de Janeiro: J. Zahar, 1985 Porge, Erik: Jacques Lacan, um psicanalista. Braslia: Ed. Universidade de Braslia, 2006. Quinet, Antonio: Um olhar a mais. Rio de Janeiro: J. 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