ࡱ> >@=%`4bjbjNN40,,4 4 )$* * * * * ! ! ! $MhR ! ! * *  * *  *  нq B0),S4|! 0Q "s  ! ! !  ! ! ! ) $   O gozo da no detumescncia Tereza Brana Moreira Lima- IPB MA Ovdio, em suas Metamorfoses nos traz um interessante relato do mito de Narciso, afirmando algo prximo s formulaes freudianas e lacanianas em torno do narcisismo e da imagem especular. Vejamos um fragmento: Deitou-se e tentando matar a sede, outra mais forte achou. Enquanto bebia, viu-se na gua e ficou embevecido com a prpria imagem. Julga corpo, o que sombra, e a sombra adora extasiado diante de si mesmo. Sem mover-se do lugar o rosto fixo, Narciso, parece uma esttua de mrmore de Paros. [.....] Admira tudo quanto admiram nele. Em sua ingenuidade deseja a si mesmo. A si prprio exalta e louva. Inspira ele mesmo os ardores que sente. [.....] Crdulo menino, por que buscas, em vo, uma imagem fugidia? O que procuras no existe. No olhes e desaparecer o objeto de teu amor. A sombra que vs um reflexo de tua imagem [.....]1. Iniciarei essa comunicao citando uma questo de Miller2 na conferncia o Sintoma e o Cometa: por quanto tempo o novo permanece novo?? Ns bem sabemos a resposta: cada vez mais o novo dura menos; logo est obsoleto. A acelerao da decadncia de qualquer novidade povoa o mundo cotidiano, com objetos obsoletos que deveremos jogar fora para troc-los por outros mais atuais. Dessa forma, o sujeito inquieta-se por no ser ele prprio to novo, com grande probabilidade de logo virar dejeto... O sujeito contemporneo angustia-se ante os efeitos da detumescncia, o falo em estado murcho como assinala Lacan 3. A turgescncia vital cujo significante o phallus, tornou-se a razo paranica que ordena nossa sociedade escpica. Dar-se a ver e ser visto, porta diferentes efeitos hoje, quando vivemos numa cultura calcada sob o signo do novo, que pretende erradicar tudo aquilo que faz ressonncia castrao. O corpo do sujeito da hipermodernidade insere-se no campo mercantilista, onde o bisturi da cincia intervm, criando uma remontagem especular.So corpos massificados e padronizados,atendendo ao apelo mercadolgico,com seus objetos tcnicos, semblantes prometedores do NOVO, mais- de- gozar de um sujeito,que supe controlar sua inexorvel detumescncia. Articulo esta questo com a tese de Quinet 4 quando assinala o privilgio do olhar, na cena da cultura atual, onde o imperativo ao gozo impe as mais diferentes formas de visibilidade. Surge o mais-de-olhar: A espetacularizao da imagem torna-se a prevalncia da funo do olhar do sujeito, subvertendo a tese cartesiana sou logo existo para sou visto, logo existo inspirada no conceito lacaniano de objeto a, como mais-de-gozar. Partindo dessas consideraes, faz-se necessrio focalizar a relao dessas insgnias do novo com o gozo da no detumescncia do corpo . Lipovetsky 5 diz que nossa poca testemunha o ideal esttico do corpo magro, jovem, potente, musculoso, impelindo os indivduos a trabalhar e gerir seus corpos e exercer sobre eles as coeres severas de um supereu tirnico, em prol da norma do novo e do belo. a era da eficcia, onde a inflao das novidades decreta a obsolescncia dos produtos condenados a sair da prateleira do mercado. O sujeito passa a ser comandado pelo os objetos tcnicos, podendo como eles entrar ou sair das prateleiras da vida, escravo da lei do novo e do perecvel. Entretanto o sujeito falta-a-ser. Soler 6 afirma que ele no um corpo, ele tem um corpo.O Um do corpo do significante, da ordem do OUTRO, iluso com a qual me identifico. Atualmente,nesses dias, onde o OUTRO no existe, as normas deixam o corpo em abandono, surgindo s distino entre o que seria uma corporizao codificada, normatizada e a corporizao contempornea. Muitos comportamentos mostram que no presente, o corpo considerado como uma matria a ser corrigida ou transformada. Na sociedade do hiperconsumo, a soluo de nossos males , a busca da felicidade se abriga sob a gide da interveno tcnica , do medicamento, das prteses industrializadas. E arriscando parodiar Ovdio ,diramos que o Narciso hipermoderno mira-se nas guas da cincia, contempla-se no discurso capitalista, inebria-se com os objetos a do mercado em forma de latusas, prometedores de gozo. Fica a petrificado, na tentativa malograda de alcan-los como objeto a causa do desejo no campo da realidade. Eles a no existem e o sujeito soletra no corpo sua forma de gozo afogando-se no excesso. No deleite prazeroso do mais-de-olhar sou visto logo existo, quanto mais vem sua imagem refletida, mais sentem sede de si mesmo. a lgica do mais e mais, do outra vez do gozo mortfero em vez da outra coisa do desejo metonmico. Para onde caminharemos? A tese de Lacan, era Vamos ao pior . Miller 7 nos diz Deixamos a etapa do Pai, dos ideais: Para ns o dipo mesmo um sintoma. Assim deixando o Pai, vamos ao pior e todo o movimento da cultura o indica. Melhor ser ir ao pior com humor. BIBLIOGRAFIA Apud por Brando,Junito.Mitologia Grega p- 180 Miller, Jacques Alain.- Conferncia realizada em So Paulo 18/04/1997- VII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano Quinet, Antnio.Um olhar a mais, p-13-14. Lacan, Jacques.Seminrio da Angstia,lio de 13/3/1963 Lipovetsky, Gilles.A Felicidade Paradoxal, p 354-356 Soler, Colette. El Cuerpo em la enseanza de Jacques Lacan. Estudios de psicosomantica Miller, Jacques Alain.-O amor sintomtico- Sintoma Charlato,p 33. @A  ±}ll[J8#h#hPXiCJH*OJQJ^JaJ h#h!CJOJQJ^JaJ h#hUCJOJQJ^JaJ h#hz$QCJOJQJ^JaJ#h#h;CJH*OJQJ^JaJ h#h;CJOJQJ^JaJ h#hhCJOJQJ^JaJ h#hPXiCJOJQJ^JaJ hPXihPXiCJOJQJ^JaJh\!CJ$OJQJ^JaJ$hhCJ$OJQJ^JaJ$ hhhhCJ$OJQJ^JaJ$@A ;  q (FC> $`a$gdOs$a$gdh $`a$gdPXi $`a$gdngdPXi$a$gdPXi$a$gdh4   ~ (/0(;pqBCEGPJͼͼ͇͇͇͇vvvv޼ͼͼ h#h#CJOJQJ^JaJ h#h<,CJOJQJ^JaJ#h#hG6CJOJQJ^JaJ#h#hGCJH*OJQJ^JaJ h#hGCJOJQJ^JaJ h#hz$QCJOJQJ^JaJ h#hPXiCJOJQJ^JaJ h#hUCJOJQJ^JaJ'PQUV^a(07DrtO!ͼͼͼ͆uudu h#hjCJOJQJ^JaJ h#hTCJOJQJ^JaJ#h#hpCJH*OJQJ^JaJ#h#hp5CJOJQJ^JaJ#h#hOs5CJOJQJ^JaJ h#hOsCJOJQJ^JaJ h#hpCJOJQJ^JaJ h#hGCJOJQJ^JaJ h#hPCJOJQJ^JaJ!!"+Jv;<=>{|9@CSmn˺˺˺˺˺ˆ˺ttt#h#hT5CJOJQJ^JaJ#h#hn5CJOJQJ^JaJ h#hjCJOJQJ^JaJ h#hPCJOJQJ^JaJ h#hTCJOJQJ^JaJ h#hnCJOJQJ^JaJ h#hOsCJOJQJ^JaJ#h#hOsCJH*OJQJ^JaJ-!'(,257=>UV'˺ܩveSBB h#hPCJOJQJ^JaJ#h#hPXiCJH*OJQJ^JaJ h#hhCJOJQJ^JaJ h#h;CJOJQJ^JaJ h#hUCJOJQJ^JaJ h#hGCJOJQJ^JaJ h#hpCJOJQJ^JaJ h#hPXiCJOJQJ^JaJ h#hnCJOJQJ^JaJ h#hTCJOJQJ^JaJ#h#hT5CJOJQJ^JaJ>VJKLYZ&^./01234gd# $^a$gd# $`a$gd# $ & Fa$gd!$a$gd!$a$gd! $`a$gdPXi'JLXZp./0134ʻzokZ hPXih!CJOJQJ^JaJh#h-9gh#CJaJ hPXih#CJOJQJ^JaJh!CJOJQJ^JaJ hPh2=CJOJQJ^JaJ hPh!CJOJQJ^JaJh!5CJOJQJ^JaJ#h!h!5CJOJQJ^JaJ h#h!CJOJQJ^JaJ#h#hPXi5CJOJQJ^JaJ 21h:p\!. 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